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quarta-feira, 22 de março de 2017

A história do povo que era feliz, ficou triste e voltou a ficar feliz



Era uma vez um povo.

Até aí, nada demais.

Esse povo vivia em uma terra tropical chamada Bananestown. Nome dado em homenagem à fruta banana e a Bananestown, local onde ocorreu um famoso suicídio em massa por razões de crença cega.

Existiam, basicamente, duas classes sociais em Bananestown: os patrão bonzinho e os peão.

Havia, claro, graduações nessas classes. Na classe dos patrão figurava a subclasse dos panelas. Na dos peão também. 
A classe mais alta de todas era a dos patrão TOP.

Desde tempos imemoriais - imemoriais porque esqueci a droga do roteiro e terei que improvisar - os ricos e patrões TOP de Bananestown atingiram esse patamar trabalhando duro. Árdua e honestamente. Bastava trabalhar sem preguiça que, rapidamente, o sujeito se tornava dono de um latifúndio.

Como havia poucos ricos e patrões TOP em Bananestown e, considerando que era só o caso de se trabalhar que se ficava rico, logo conclui-se que a maioria da população de Bananestown não era chegada num batente. Por isso eram pobres.

Eram pobres, sim. Mas não eram infelizes.

Muito pelo contrário.

Eram MUITO felizes.

Ao contrário do que as mentes poluídas possam pensar, os pobres de Bananestown - os peão - não viviam mal.

Viviam era muito bem, pois apesar de serem preguiçosos e malandros, eles recebiam salários altíssimos dos patrão bonzinho. Viviam tão bem quanto seus antepassados, especialmente os imigrantes africanos.

Sim.

Os patrões, fossem TOP ou não, desconsideravam a preguiça atávica dos peão e lhes pagavam salários nababescos.

Faziam isso porque eram bonzinhos, generosos e se preocupavam com o bem-estar dos peão.

Isso durou séculos.

Assim, pode-se dizer que aquele era o povo mais feliz do mundo.

Mas essa felicidade toda estava com os dias contados.

Havia a classe dirigente conhecida como "us pulíticus". Eles, aos contrário dos patrões, eram muito maus.

"Us pulíticus" se incomodavam com a felicidade do povo, felicidade essa garantida pelos patrão bonzinho. A felicidade dos peão lhes causava muita infelicidade.

Profundamente infelizes com aquele estado de coisas, "us puliticus" passaram a maquinar uma forma de cessar toda aquela felicidade insuportável.

Aí criaram um troço chamado "direitos trabalhistas".

Claro que houve revolta e oposição a essa ousadia.

Mas quem se revoltou não foram os peão. Foram os patrão bonzinho.

Estes alegavam que por causa dos tais "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ) eles teriam que pagar muito menos pros queridos peão.

Mas não teve jeito. A idéia foi adotada e isso causou uma reviravolta no humor e estado de ânimo do país. Os peão, que eram o povo mais feliz e bem-tratado de todo o globo, viu-se diante de uma situação desconhecida. E ficou triste. Muito triste.

E a tristeza dos peão comoveu os ricos, patrões TOP e outros abaixo na escala dos patrão. E todos ficaram tristes pelo triste destino dos queridos peão. Os patrão bonzinho choraram muito. "Pobres peão! Fizemos o que pudemos para lhes proteger!"

Passou o tempo.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Os peão se tornaram o povo mais triste do mundo, e isso perdurou por décadas. Os patrão, os ricos TOP e os outros não esqueceram e jamais perdoaram "us puliticus", especialmente aquele gaúcho baixinho. "Esse teve o que mereceu", diziam.

Mas os "direitos trabalhistas" resistiram, não obstante a resistência e oposição dos ricos e patrões TOP e dos seus herdeiros TOP. A alegria de nosso povo haveria de voltar, pensavam os patrão bonzinho.

Enquanto isso, revoltavam-se com as condições miseráveis dos peão, miséria cuja culpa era dos "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc...). Sem os "direitos trabalhistas" ( toc, toc, toc...) os salários seriam quadruplicados.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Um dia, "us puliticus" resolveram consertar o estrago cometido por seus antecessores e devolveram a felicidade a seu povo, aos peão: acabaram de vez com os "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ).

A Nação estremeceu. De felicidade e concórdia. De pura euforia. Como quando caiu o Muro de Berlin. Os peão estavam finalmente livres para ganharem excelentes salários, como ocorria com seus antepassados.

Instantaneamente, os patrão bonzinho reajustaram os salários dos peão em 400%. E em 500%. E em 600%. E daí por diante.

E todos dançaram ciranda pelas ruas das cidades daquela terra.

A felicidade voltou aos lares e às famílias. E aos locais de trabalho.

Só alegria.

E Bananestown recebeu o título de "País do povo mais feliz do mundo".

FIM



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terça-feira, 21 de março de 2017

Lava Jato vai quebrar o Brasil. E depois? - Artigo de Nirlando Beirão



O italiano Carlo De Benedetti é um empresário, ou era, que não tem igual no Brasil. Engenheiro de formação, com mil láureas em universidades do mundo afora, ambicioso mas inteligente – alguém que dificilmente você encontraria nas nossas Fieps ou entidades comerciais das nossas vizinhanças.

Ex-execcutivo da Fiat, era o CEO da Olivetti quando a Operação Mani Pulitti (Mãos Limpas) se abateu sobre o mundo empresarial italiano, nos anos 80.

A Olivetti era a IBM da Itália. Uma companhia fortíssima, fabricante de computadores capazes de competir vigorosamente no mercado europeu e mesmo na Ásia e nas Américas.

A Operação Mãos Limpas, ao revelar as ligações promíscuas entre os políticos e as empresas, dizimou a economia italiana. A própria Olivetti quebrou. De Benedetti chegou a ser preso e divulgou uma carta de mea culpa em que desvendava os bastidores do propinoduto.

Escreveu: pago, sim, propinas na Itália para ganhar as concorrências locais; mas se não ganho as concorrências na Itália que condições tenho de ganhar as concorrências internacionais?

Vocês podem achar que o enredo parece muito com um filme que está passando ante nossos olhos, não é?

O juiz Sergio Moro gosta de, modestamente, comparar a sua Lava-Jato com a Mãos Limpas. Numa coisa ele está coberto de razão: a Lava Jato vai destruir a economia brasileira, se é que já não destruiu.

Fez terra arrasada dos setores mais dinâmicos do empresariado, aqueles que tinham expertise tecnológica e visibilidade internacional. A Petrobrás e suas ramificações, as construtoras, a indústria naval...

Só faltava agora este ataque ao setor dos frigoríficos, que conseguiram transformar o Brasil no maior exportador de carne bovina do mundo.

Bem, mas o que fazer? Aceitar o jogo promíscuo da corrupção? Ou fazer a limpa geral, mesmo ao preço de trazer o Brasil de novo ao patamar de Terceiro Mundo? (Não chego a acreditar na teoria conspiratória de que Moro e Dellagnol estão a soldo do CIA e do capitalismo americano)

A comparação que o juiz Moro gosta de citar não faz, porém, o menor sentido em outros aspectos: a Operação Mãos Limpas jamais fez uso de delações premiadas, por se saberem viciadas. Repito: jamais.

Delações premiadas foram usadas, com resultados ambíguos, no combate à Máfia e à sua omertà, ou seja, o seu código de silêncio.

Delações premiadas – está no nome – premiam os delatores, como esse Alberto Youssef, protegido da Lava-Jato como já havia sido protegido por Moro no Caso Banestado.

Outra coisa: a Operação Mãos Limpas foi politicamente isenta e imparcial, não acobertou partidos e políticos amigos. Tanto que não sobrou pedra sobre pedra do quadro partidário após a razzia. Nem mesmo o Partido Comunista – que não tem um único acusado – sobreviveu.

Voltando a De Benedetti: aos 82 anos, está aposentado e, desiludido com seu país, adotou a nacionalidade suíça. A economia italiana conseguiu se reerguer, pouco a pouco. A política funciona, com relativa dignidade. A sociedade recuperou sua auto-estima.

Tenho dúvidas se o Brasil conseguirá fazer o mesmo.


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O escândalo da carne. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


O brasileiro ainda não estava refeito da gravíssima lista de Janot, um tsunami político, quando agora tivemos o escândalo da carne, que poderá trazer graves consequências para o Brasil, maior exportador do produto. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), reconhece: “Reputação do País como fornecedor está em jogo”. Ele criticou a Polícia Federal, afirmando ainda que a operação da carne vai mudar. O ministro vê “fantasias” e “idiotice” em conclusões sobre carne! Outra providência do governo: Temer convidou embaixadores para um churrasco. Segundo o Estadão, “a estratégia montada pelo Planalto, no entanto, foi recebida com cautela pelos ouvintes. Os embaixadores da União Europeia, João Gomes Cravinho, e da China, Li Jinzhang, deixaram claro ao sair da reunião que as explicações não foram suficientes. Ambos disseram que ainda aguardam uma “explicação” técnica detalhada” do governo. Cravinho não descarta a possibilidade da suspensão da compra de carne”. Só o churrasco, não convenceu! Pior foi a informação do jornalista Fernando Brito: “A tal churrascaria só serve carne bovina importada da Argentina, Uruguai e Austrália.” Se for verdade, Temer enganou os embaixadores! Planalto desmentiu. Outro fato merece destaque: o ministro Serraglio nem sequer foi convidado. Mau sinal para o ministro... Para o “New York Times”, o escândalo “lança dúvidas sobre a indústria do agronegócio no Brasil, um pilar relativamente firme da fraca (sic) economia do país”. 

A manchete do Estadão de 18 de março: “Operação da PF [Polícia Federal] desmonta esquema de corrupção em empresas de carne – Batizada de “Carne Fraca”, maior operação já feita pela Polícia Federal apontou que fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina de empresas para fazerem “vista grossa” a irregularidades”. A COLUNA DO ESTADÃO revela: “PMDB E PP comandam Agricultura há 18 anos – No centro do escândalo desvendado pela Operação Carne Fraca, o Ministério da Agricultura é um condomínio do PP e do PMDB há 18 anos. Desde 1999, os dois partidos indicaram 10 dos 11 ministros nomeados por FHC, Lula e Dilma. De 2007 para cá, seis eram filiados ao PMDB. A dobradinha foi retomada no ano passado, quando Michel Temer nomeou Blairo Maggi. O atual ministro era do PR (sic), mas migrou para o PP a fim de assumir a Agricultura. Os investigadores dizem que PP e PMDB receberam propina do esquema que vendia carne podre”. 

O jornalista Bernardo Mello Franco, em artigo à FOLHA, comenta: “Não é só a carne que está podre. A nova ofensiva da PF expôs o grau de decomposição avançada das relações entre o dinheiro, a política e os órgãos que deveriam proteger o consumidor no Brasil. (...) A operação Carne Fraca flagrou práticas de embrulhar o estômago: reembalagem de comida estragada, uso de substâncias cancerígenas para maquiar produtos vencidos, mistura de papelão nas salsichas. (...) Um dos grampos fisgou a intimidade entre o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e o fiscal apontado como “líder da organização criminosa”. Na ligação, o peemedebista chama o funcionário suspeito de corrupção de “grande chefe”. (...) Há poucos meses, ele prestava a mesma reverência a Eduardo Cunha. Chegou a defender que o amigo fosse anistiado pelas acusações que o levaram à cadeia em Curitiba”. Segundo o jornalista Josias de Souza, “Serraglia era o protetor do fiscal da “Carne Fraca”, concluindo: “Serraglio não percebeu, mas parece estar em apuros.” Será? Duvido... Adiante Bernardo Mello afirma: “O escândalo deve produzir mais um forte abalo na economia. Os frigoríficos empregam milhares e o Brasil se tornou o maior exportador do mundo no setor. Nada disso, é claro, pode servir como desculpa para evitar punições. Além de identificar os culpados, é preciso reforçar os controles para que o caso não se repita. Afinal, a carne continuará fraca”. 

MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL – O melhor comentário sobre as mudanças na Previdência Social foi feito por José Simão. Em uma frase, ele diz tudo: “Uau! Saiu aposentadoria póstuma!” Realmente, caso sejam aprovadas tais mudanças na Previdência, propostas por Temer, não teremos mais aposentadoria, a não ser póstuma! Principalmente a integral: 49 anos! 

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Atores da Globo como Susana Vieira e Marcelo Serrado são responsáveis pela destruição dos direitos dos brasileiros e merecem morrer na miséria e abandono


Resposta a Marcelo Serrado: Sim, defender o golpe é ser a favor de Temer!

A rejeição a Michel Temer é tanta que ninguém quer aparecer como defensor do golpista que derrubou Dilma Rousseff e está vendendo o País e acabando com os direitos sociais e trabalhistas da população.

O mais novo “opositor” de Michel Temer é o ator global Marcelo Serrado que em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo tentou explicar que mesmo tendo apoiado o impeachment não significa que ele seja a favor de Temer, ou seja, a favor do golpe. A declaração, que virou título da matéria da colunista Mônica Bergamo, é sintomática, pois a impopularidade de Temer é praticamente unânime e qualquer associação, menor que seja com o golpista não é bem vista.

Vale lembrar que Marcelo Serrado foi um ardente defensor do golpe contra Dilma Rousseff participando das manifestações coxinhas ao lado de figuras “artísticas” como Suzana Vieira e Márcio Garcia. Em um destes protestos coxinhas ele apareceu vestindo camiseta em apoio ao juizeco Sérgio Moro. O ator da golpista Rede Globo não só participou dos atos coxinhas como convocou em vídeo os protestos. Como agora estar ligado ao presidente golpista não cai bem, ele vem com essa explicação fajuta de que não é favor de Temer. Na entrevista à Folha chegou a dizer que é de esquerda e que já fez campanha política para Lula, tudo para fugir da pecha de golpista. Também falou que não considera mais Moro um herói: “Ele é uma pessoa normal, que pode errar”. Após o golpe o ator chegou a visitar o Congresso Nacional para fazer “pesquisa de campo” para personagem político que iria interpretar em novela global. Na ocasião tirou foto com o senador Romero Jucá, um dos articuladores do golpe.

Serrado é um dos milhares de responsáveis pelo golpe e a posse do presidente golpista e também pelas medidas impostas por ele e pelos golpistas que tomaram conta do Brasil. Entre as medidas está a atual destruição da Previdência com a reforma que está para ser aprovada no Congresso.

O concreto é que Serrado, assim como outras famosos, figuras públicas e partidos como PSTU, DEM e PSDB, foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e consequentemente a entrada de Temer em seu lugar. Não adianta, agora, que o governo golpista está com popularidade zero e mal visto pela população, dizer que não é a favor do golpe.

Vale ainda ressaltar que coincidente-mente Serrado estará no filme golpista “Polícia Federal: A lei é para todos”, justamente interpretando o Juíz Sérgio Moro. O filme é uma verdadeira operação de propaganda para aprofundar o golpe e a perseguição política ao PT, basta analisar o título que tenta colocar a ação da PF como imparcial . O filme tem total apoio da Polícia Federal que cedeu as instalações em Curitiba para a realização das filmagens e também forneceu armas, uniformes, carros, helicópteros e até mesmo aviões para as filmagens. A Polícia Federal ainda deu consultoria e todo o material necessário da operação Lava Jato para consulta da produção. Tem um orçamento milionário de R$ 15 milhões vindos exclusivamente de investidores desconhecidos, exigência contratual, sem dinheiro público. Se Serrado de fato é de esquerda como diz e não apoia o golpe só o fato de participar de um filme propaganda deste quilate já é suficiente para desmenti-lo.

Para encerrar o assunto basta ver que na entrevista à Folha Serrado disse ser a favor da Lava Jato e que não concorda com os que dizem que a operação é parcial: “tenho amigos que diziam que era perseguição. Mas aí o governo do PT caiu e a Lava Jato continuou prendendo as pessoas, e eles viram que não era isso”. Mais golpista que isso, impossível.

CAUSA OPERÁRIA

Artigo completo, com imagens e vídeo AQUI

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Esse é o problema do Brasil


Cidadão de bem:

- Olha isso! Olha essa destruição!! Doze milhões de desempregados! Não tem emprego!!! Culpa desse governo!!!! Roubando a esperança de quem precisa trabalhar!!!!!

Pedinte:

- Moço? Dá uma esmola, por favor!?

Cidadão de bem:

- Que esmola o quê? Sai fora!!

Pedinte:

- Deus abençoe!

Cidadão de bem:

- Esse é o problema desse país! Ninguém quer trabalhar, só quer viver na moleza!

FIM


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Resposta padrão para você não ter trabalho nem stress com coxinhas



RESPOSTA PADRÃO PARA VOCÊ NÃO TER TRABALHO E NEM SE DESGASTAR EM DISCUSSÕES INÚTEIS COM COXINHAS

Preparei para meus amigos uma resposta padrão para todos os ataques que coxinhas, amigos, parentes reaças e FDP's em geral lançarem contra o Lula. nem precisa discutir, recorta , cola e abandona. Será o suficiente, aí vai:

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RESPOSTA PADRÃO, RECORTE E COLE

Atenção, se você aí cidadão comum sabe que o Lula é corrupto e ladrão procure imediatamente uma delegacia da Policia Federal para encaminha-las para o Sergio Moro pois com procuradores, um exercito de Policiais Federais , arapongas, informantes e dedos duros até agora eles não acharam nada!!!!!!!!!

Ou então me dá os seus dados pois o "Instituto Lula" determinou que a militância e os simpatizantes identificassem pessoas como você para se explicarem nas barras dos tribunais para responder civil e criminalmente por difamação, calúnia e injúria.

Portanto concordo com você acho que está na hora de moralizarmos o país, ou provamos que o Lula e ladrão e o prendemos ou então colocamos em cana gente que tenta destruir as reputações alheias e que atuam como marginais nas redes sociais alimentando a convulsão social no Brasil com ilações e mentiras.

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E aí gostaram? fiz o ano passado mas vai bombar agora com o Lula réu até em processo de desaparecimento de bola de gude nesse Law Fare sem tréguas. Use e abuse......


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Vagabundos reclamam que Lula disse "pobrema", mas não falaram nada sobre o JUIZ ter dito "interviu". Decerto falam "interviu" também, e acham que estão certos. Iletrados e canalhas.



Alguém escreveu “vergonha alheia” e postou o vídeo do depoimento no Lula (soube de fonte segura, em comunicação pessoal). Destacou o momento em quem Lula disse “pobrema”. Pergunto: por que o mesmo sujeito não recortou o momento em que o juiz pergunta de Lula “interviu”? 
Eu sei por quê. “Pobrema” – como “nós vai”, “pega os peixe” etc. - é uma forma muito marcada, popular. 
Mas alguém que pretende corrigir, certamente passou por muitas aulas, nas quais se ensinou que o juiz deveria ter dito “interveio”. Além disso, deve ter sido lembrado disso muitas vezes, já que todas as listas de dicas incluem o caso, como incluem “houve” contra “houveram”, mais ou menos inutilmente. Por que não aprendeu?
Acontece que quem diz “interviu” é escolarizado; povão não diz isso - Lula talvez diga. Mas o carinha é do tipo que só tem ouvidos para as formas de cunho popular. Das usadas pela turma dele, por mais condenadas que sejam, ele passa por cima. 
Não estou caçando erros, nem querendo corrigir o juiz (mas que espetáculo deprimente!). Só quero assinalar a parcialidade da observação e a baixa percepção, que não passa do que se sabe mesmo sem ir à escola. 
É mais um bobo.


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UM DIA A CASA CAI - Temer não quer REFORMAR a Previdência. Ele quer DERRUBÁ-LA



Precisamos urgentemente parar de falar da Reforma da Previdência.

Não se está querendo reformar nada.

O que se pretende é ACABAR com a Previdência Social Pública.

A ênfase nisso irá ajudar em algumas coisas, além de simplesmente dizer-se a verdade.

Acaba com esse lero-lero de que os governos Lula e Dilma também propuseram reformar a previdência, misturando tudo debaixo da palavra REFORMA.

É preciso ter clareza: as medidas da "reforma" visam ACABAR com a Previdência Social Pública. NINGUÉM MAIS irá contribuir com a PSP nas condições propostas. A PS então sim entrará em crise, por queda forçosa da arrecadação.

Isso não tem nada a ver com "reforma", mudança de regras, etc, que seriam passíveis sim de discussão democrática, em função do aumento da expectativa média de vida e alteração da pirâmide etária da população.


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STF e a Lava-a-Jato: Lei, não. Política



MAIS CLARO, IMPOSSÍVEL

Diante do gigantesco universo que se tornou a Lava-a-Jato, e diante da claríssima incapacidade de o judiciário dar conta de tudo isso em prazo razoável e com profundidade digna de credibilidade, o que acontecerá?

1) Muita coisa prescreverá, o que é o predominante na história do STF.

2) Escolhas de prioridades serão feitas, em termos de pessoas a serem julgadas.

3) Escolhas serão feitas quanto AO QUÊ investigar e quanto ao grau de profunidade.

4) Haverá pressões dos calenários eleitorais que certamente interferirão nas escolhas citadas acima.

5) O judiciário deverá despriorizar algo para priorizar este gigantesco passivo.

Resumo da ópera: Com tantas escolhas de caráter exclusivo a serem feitas, o que se desenha adiante é a mais pura, refinada e ilegítima POLÍTICA. A lei, será mera ferramenta.

Desenhei bem?


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Franciscanos: Carta aberta contra Reforma da Previdência Social




São Paulo, 15 de março de 2017

“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”, Frei Betto.

Neste dia 15 de março, em que diversas organizações brasileiras propõem uma greve geral em protesto contra a Reforma da Previdência, em nome de meus confrades e do Povo de Deus junto a quem realizamos a missão evangelizadora em nosso território provincial, não me resta outra postura a não ser a de um posicionamento frontalmente contrário à Reforma da Previdência Social proposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), especialmente no que diz respeito ao aumento do tempo mínimo de contribuição para 49 anos e da idade mínima para 65 anos.

Para sustentar meu posicionamento, não lanço mão de argumentos baseados na economia, na matemática e na administração, pois não tenho conhecimento o suficiente nestas áreas. No entanto, baseado na realidade que nossos confrades encontram nos ambientes onde vivem e convivem e no compromisso com a Justiça, exigência irrenunciável do Evangelho, afirmo com convicção que esta proposta é um verdadeiro ato de covardia com os mais pobres.

Basta olharmos para a luta diária de nossos irmãos agricultores, especialmente nas áreas rurais em que estamos presentes nos estados do PR (especialmente a Região Sudoeste), SC (Alto Vale do Itajaí, Planalto Central e Oeste) e ES (especialmente a região de Colatina), ou para a dureza da vida dos operários nas periferias urbanas do Rio de Janeiro (Baixada Fluminense) e São Paulo para percebermos o grau de insanidade presente em exigir que estes trabalhadores braçais se desdobrem em quase 50 anos de trabalho para, depois, receberem migalhas que mal custeiam os remédios que se fazem necessários depois de uma vida de trabalho intenso e extenuante.

A quem beneficia iniciativas dessa natureza? Por que não apostarmos em estratégias mais distributivas e justas? Por que, para uma minoria privilegiada, um sem-número de privilégios e, para a grande massa da população, a dureza de explicações pautadas em argumentos frios e desumanos, baseados na aridez dos números?

São perguntas a que nossos dirigentes não podem se furtar em responder. Permaneçamos firmes, cada um dentro de suas possibilidades, para lutarmos com todas as forças a fim de que nosso Brasil seja de fato um lugar de justiça e de paz para todos.

Com estima fraterna, e com apoio de meu Definitório Provincial, deixo minhas saudações, rogando a Deus por um tempo de maior senso de humanidade em nosso país.

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM

Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


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terça-feira, 14 de março de 2017

Vem aí um tsunami político. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



A delação da Odebrecht é considerada um tsunami político, que irá atingir a quase todos os partidos, menos os da esquerda (PSOL e outros). Antes mesmo dela, já está causando seus efeitos e, no caso do PSDB, o feitiço virou contra o feiticeiro. É o que veremos a seguir.

Bernardo Mello Franco, no artigo sob o título “Tiro pela culatra”, revelou: “Uma investigação aberta a pedido do PSDB virou motivo de dor de cabeça para o PSDB. O partido terminou a semana na mira do processo que ele mesmo moveu para tentar cassar a chapa Dilma-Temer, que o derrotou em 2014. (...) Na quinta (2/3), o delator Benedicto Junior disse ao TSE que a Odebrecht repassou R$ 9 milhões em caixa dois (sic) aos tucanos. Segundo o executivo, a dinheirama foi entregue ao marqueteiro de Aécio Neves e a três protegidos dele: Antonio Anastasia, Pimenta da Veiga e Dimas Fabiano. (...) Na véspera, Marcelo Odebrecht fez outra revelação embaraçosa para o PSDB. Ele disse que Aécio o procurou pessoalmente para pedir um socorro de R$ 15 milhões. A abordagem ocorreu quando o senador corria risco de ficar fora do segundo turno. (...) Ao se ver atingido por um tiro que disparou, o partido apelou à esperteza. Alegou que não é alvo do processo e pediu ao ministro Herman Benjamin que suprima as citações que o comprometem. Pode ser que cole, mas as acusações voltarão à tona assim que o Supremo retirar o sigilo das 77 delações da Odebrecht.” Adiante o jornalista faz outras revelações: “Dois executivos da Odebrecht já ligaram Aécio, o “Mineirinho”, a fraudes na construção da Cidade Administrativa de Minas. Os tucanos paulistas José Serra e Geraldo Alckmin, que se revezam no governo de São Paulo há 16 anos, também ganharam apelidos na planilha da empreiteira. (...) Na sexta (3/3), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Aécio e disse que palavra de delator não é prova. É verdade, mas poucos tucanos se lembraram disso quando viram os rivais na fogueira. Na nota, FHC também reclamou da imprensa. Nada como um dia após o outro". Segundo o Painel da Folha (9/3), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da DERSA, estatal paulista, foi aconselhado a fazer delação. Se isso realmente acontecer haverá um tsunami para governador e ex-governador de São Paulo, todos tucanos! A ver.

Eliane Cantanhêde, no artigo “Ninguém é bobo” (Estadão, 5/3), comenta o tsunami político que vem aí: “O estresse do mundo político é tal que PT, PSDB, PMDB, PDT, PP e a maioria dos partidos, com raras exceções à esquerda, começam a fazer uma torcida inacreditável (sic), ao contrário do que seria natural. É a torcida pelo “quanto mais, melhor”, ou “quanto pior, melhor”, todos no mesmo saco e ninguém é bobo. (...) São tantas empresas, diretores, delatores, frentes, partidos, nomes, candidatos a presidente, a governos, ao Congresso e principalmente tantos milhões e milhões de dólares e reais que a opinião pública, sem fôlego, já não consegue acompanhar o relatos e separar quem é quem. O tsunami (sic) embola tudo e todos e, quanto mais a sociedade se escandaliza, mais os personagens políticos se calam. (...) Se Lula, Aécio e Dilma têm muito a perder, Temer tem muito mais: o mandato”. Cantanhêde encerra assim seu texto: “O presidente precisa tomar três providências: parar de acreditar que a economia fará milagres políticos; evitar que mídia escorra pelos seus dedos; CERCAR-SE DE REAIS NOTÁVEIS EM QUEM POSSA CONFIAR (destaque meu). O isolamento é uma péssima companhia. Principalmente com um tsunami assustador, ou demolidor”.

Agora é esperar o tsunami político “assustador’ e “demolidor” que se espera com as delações da Odebrecht, que serão divulgados! Segundo José Simão: “Ueba! Agora é Michel Treme!”. Será? A conferir!

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Bernardo Mello Franco revela: “O presidente Michel Temer [ou TREME, segundo José Simão, pensando nas delações da Odebrecht] declarou que quem reclama da reforma da Previdência é “quem ganha mais”. Em janeiro, o procurador aposentado (sic) recebeu R$ 45 mil brutos (R$ 22 mil líquidos) dos cofres públicos de São Paulo. Não consta que tenha reclamado”. Sem comentário...

EM TEMPO: Realmente a nova lista de Janot foi um tsunami. Para Bernardo Mello Franco: "A bomba que caiu em Brasília". Ele ainda afirma: "A megadelação da Odebrecht atinge em cheio o governo Temer [cinco ministros]". Bernardo diz também: "Apesar da artilharia contra o Planalto, o PT não tem motivos para festejar. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega também entraram na mira de Janot e serão investigados na primeira instância". Outra informação do jornalista: "A procuradoria também pediu a abertura de inquéritos contra dois ministros do PSDB: Aloysio Nunes e Bruno Araujo. Os senadores José Serra e Aécio Neves, que ainda sonham em disputar a Presidência, reforçam o grupo de tucanos na berlinda". Como se previa, nenhum dos grandes partidos escapou, inclusive o DEM (Maia, presidente da Câmara)! Agora é esperar que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, levantar o sigilo dos documentos.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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domingo, 12 de março de 2017

Leandro Karnal e a crescente e retumbante rejeição ao "herói" dos coxinhas Sérgio Moro.


O caso Karnal mostra uma coisa que muita gente nega: o tamanho da rejeição a Moro. Por Paulo Nogueira

O caso Karnal comprovou uma coisa que muita gente contesta: o tamanho da rejeição de Sérgio Moro.

Se alguém ainda tinha dúvida, ficou claro que Moro está longe de ser uma unanimidade.

Karnal foi simplesmente massacrado nas redes sociais por aparecer ao lado de Moro. A reação do público atingiu tal proporção que Karnal retirou do Facebook a foto infame.

Fora os analfabetos políticos da direita xucra, Moro é malvisto hoje por muitos brasileiros. Não falo apenas dos petistas e nem só, num universo maior, dos progressistas em geral.

Muitas pessoas do centro, a princípio animadas ou até entusiasmadas com Moro, foram mudando de opinião quando foi ficando evidente o caráter brutalmente tendencioso e parcial da Lava Jato.

Moro não se empenhou, a partir de certo momento, em sequer fingir que é um juiz isento. Sua foto com Aécio numa festa da IstoÉ é uma prova disso. Numa sociedade mais avançada, aquele flagrante seria suficiente para ele ser afastado das investigações por conduta inadequada a um juiz.

Em muitos ambientes Brasil afora, Moro será hoje vaiado como Temer.

A decisão de Karnal de remover a foto foi uma bofetada moral em Moro. E talvez um choque de realidade, se ele ainda se julgava um semideus.

Ele enganou durante algum tempo muita gente. Mas tanto abusou que as pessoas acordaram para a farsa que ele é.



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terça-feira, 7 de março de 2017

A revista VEJA e o governo Temer. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Relembrando. A revista VEJA até 2016 era uma crítica ferrenha do PT, principalmente de Lula. Em 21/9/2016, ela publicou na capa uma foto de Lula se derretendo. A revista foi uma das grandes incentivadoras do impeachment (quem realmente foram os responsáveis pela queda de Dilma: Cunha e Temer). Agora, VEJA é uma crítica do governo Temer. O número da revista de 22/2/2017 contem críticas contundentes, que nem o PT faz. Na capa, essa manchete: “Eles não estão nem aí – Por que os políticos resistem tanto às demandas éticas da sociedade”. Depois a revista publica três fotos: uma, de Moraes com a mão nos olhos e essa legenda: “A cegueira moral de Alexandre de Moraes”; a segunda é uma foto de Temer com as mãos nas orelhas, com essa legenda: “A surdez oportuna de Michel Temer” e a terceira é a foto de Padilha com as mãos na boca e com essa legenda: “O silêncio cúmplice de Eliseu Padilha”.

Na matéria interna dos jornalistas Daniel Pereira e Thiago Bronzatto, sob o título “Eles estão se lixando”, novamente com as três fotos da Capa, a reportagem é demolidora, expondo os casos de corrupção no governo Temer. Entre outras coisas, os jornalistas disseram: “Na segunda-feira [6/2] passada, o presidente Michel Temer deu uma larga contribuição à liberdade de seus auxiliares. Pressionado pelas denúncias de que seu governo vem manobrando para sabotar a Lava-Jato, Temer fez um pronunciamento no qual garantiu seus bons propósitos. Ele anunciou que, de agora em diante, qualquer auxiliar denunciado pelo Ministério Público será afastado do cargo temporariamente e qualquer auxiliar tornado réu será sumariamente demitido. (…) Os analistas logo perceberam o truque (sic) presidencial. Afinal, a regra anunciada praticamente elimina a possibilidade de demissão dos atuais ministros citados na megadelação da Odebrecht. São eles: Eliseu Padilha, Moreira Franco, José Serra e Gilberto Kassab. A regra lhes proporciona uma serena sobrevida porque, mantido o atual ritmo de tramitação no Supremo, não existe nem a mais remota possibilidade de algum desses ministros seja denunciado antes do fim do mandato do presidente Temer, em dezembro de 2018. Ou seja, a turma Padilha, Moreira, Serra e Kassab está com tudo azul até 2019.” Pois é, o “truque’ de Temer não pegou: foi desmascarado… Em Tempo: José Serra pediu demissão (ministro das Relações Exteriores), alegando motivos de saúde (Dores na coluna).

Na mesma VEJA, Ulisses Campbell revelou, na reportagem “A conversa que não se pode ouvir”, a proibição, a pedido do presidente, que se publicasse notícia sobre a tentativa de extorsão contra sua mulher, Marcela Temer. O jornalista afirma: “A troca de mensagens entre Marcela e o hacker estava na parte pública, mas o áudio (a conversa que jogaria o nome de Temer “na lama”) não foi divulgado”. Adiante Ulisses Campbell fez essa revelação: “Segundo pessoas que tiveram acesso às mensagens de voz, Marcela dava dicas ao irmão [então candidato a vereador em Paulínia], com base na experiência do marido, de como usar assessores para lidar com os diversos pedidos que candidatos costumam receber em campanha. Sem que a íntegra da conversa venha à tona, é impossível saber se é inócua ou se compromete Temer. Como o governo está convicto de que nada o compromete, bem faria se brigasse (sic) pela divulgação, e não pela censura”. Li que depois dessa conversa o irmão de Marcela desistiu da candidatura a vereador. Por que? Enquanto não se divulgar a conversa, é segredo… Na coluna Carta ao Leitor (página 10), a VEJA observou sobre essa medida: “Com esse episódio lamentável (sic), Temer tornou-se o primeiro presidente a tentar censurar a imprensa desde o fim da ditadura militar, em 1985”. Sem comentário!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu


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segunda-feira, 6 de março de 2017

País à deriva - Artigo de Paulo Nogueira Batista Jr.


Hoje quero falar sobre um assunto que é motivo de intensa preocupação para mim, mais do que preocupação – angústia. Posso confessar que evito, por desgosto, ler o noticiário brasileiro? Estou na posição paradoxal de alguém que escreve regularmente para um jornal brasileiro, mas que tem grande dificuldade de ler notícias sobre o país!

Falta-me tempo, também. Vivo sobrecarregado aqui em Xangai. Mas antes fosse só isso. A verdade, leitor, é que em toda a minha vida nunca vi o Brasil numa situação como esta, que conjuga dificuldades simultâneas e graves nas áreas econômica, social, política, de segurança pública e até de segurança nacional.

Tomo como "gancho" entrevista ao jornal Valor Econômico (17 de fevereiro) do comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas. O general disse várias coisas importantes, começando por sua avaliação da natureza da crise brasileira – algo que atinge "nossa essência e nossa identidade". O Brasil já teve identidade forte, sentido de projeto, ideologia de desenvolvimento, lembra o general. Mas isso se perdeu. "Hoje somos um país que está à deriva", com a sociedade dividida e o Estado subordinado a interesses setoriais.

Sobre a Lava-Jato, o general Villas Bôas está certo em dizer que ela é a esperança de uma mudança ética no país, o que justifica o protagonismo da Justiça e do Ministério Público. Faltou dizer, a meu ver, que a Lava-Jato cometeu erros que comprometeram a sua credibilidade. Juízes e procuradores precisam ser isentos e imparciais, devem se ater ao que está na lei e respeitar as garantias básicas. A lei prevê presunção de inocência e sigilo das informações. Informações obtidas ilicitamente não podem ser consideradas. Além disso, cabe lembrar que é preciso, sim, punir corruptos e corruptores, mas sem destruir companhias brasileiras.

Mas, enfim, o general Villas Bôas tem razão quando responde à pergunta: o que pode acontecer se a Lava-Jato atingir a todos os partidos indiscriminadamente? "Que seja", diz ele. "Esse é o preço que se tem que pagar. Esperamos que tenha um efeito educativo".

Há quem peça a intervenção militar. A esses o general responde "não pode haver atalhos": o Brasil é um país mais complexo e sofisticado do que era em 1964. Existe hoje um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada, lembra.

Outra preocupação: a segurança pública no país é uma calamidade. O militar menciona dados para fundamentar a linguagem forte: por ano, são cerca de 60 mil pessoas assassinadas e 20 mil desaparecidas; cem mulheres são estupradas por dia. A Polícia Federal estima que aproximadamente 80% da criminalidade esteja ligada direta ou indiretamente às drogas. O narcotráfico se organiza cada vez mais e aumenta sua capacidade de contaminar as instituições. O Amazonas virou grande corredor de passagem de drogas, observa o general. E não há garantia de segurança dos nossos 17 mil quilômetros de fronteira.

Os militares são servidores do Estado nacional. Merecem, por isso, nosso respeito e atenção. Aliás, leitor, quero dar o meu testemunho: as carreiras de Estado constituem um dos principais pontos fortes do Brasil – algo que nos faz sobressair na comparação com outros países emergentes e mesmo com países avançados. Refiro-me aos nossos diplomatas, aos funcionários do Banco Central, do BNDES, do Tesouro Nacional, da Receita Federal e de tantos outros setores da administração pública com os quais tive oportunidade de interagir ao longo da vida.

São essas pessoas que dão feição concreta, de carne e osso, ao Estado brasileiro, que garantem a continuidade da sua ação e que vão nos ajudar a superar a crise atual. 

PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. 


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Yunes complica Padilha: Ministro será demitido? Artigo de Jasson de Oliveira Andrade

Como prometi no artigo anterior, vou transcrever texto de Josias de Souza, sob o título “Amigo Yunes tenta tirar Temer da cena enlameada (sic) das delações da Odebrecht”, sobre a gravíssima denúncia de José Yunes, amigo particular de Temer.

Josias revela: “Amigo de Michel Temer há 50 anos, José Yunes andava sumido desde dezembro de 2016, quando se exonerou do cargo de assessor especial do presidente. Bateu em retirada do Planalto amargurado: “Vi meu nome jogado no lamaçal de uma abjeta delação”, escreveu na carta de demissão. De repente, Yunes voltou à boca do palco. Prestou depoimento à Procuradoria e deu um par de entrevistas. Contou uma história inverossímil. Nela, assume o papel de bobo (sic), empurra o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) para dentro da frigideira e SE ESFORÇA PARA RETIRAR O AMIGO TEMER DE UM ENREDO CRIMINOSO (destaque meu). Eis o que disse o amigo José Yunes: “Fui mula (sic) involuntário” de Eliseu Padilha. Nessa versão, recebeu em setembro de 2014 um telefonema de Padilha. Pediu-lhe um favor: “Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar”. O amigo de Temer assentiu: “Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido [PMDB] e convivência política com ele”. Súbito, apareceu no escritório de Yunes “um tal de Lúcio”. Era o doleiro Lúcio Funaro, operador financeiro de Eduardo Cunha. (...) “Ele deixou o documento e foi embora’, contou Yunes.” Adiantes Josias comenta: “Yunes transformou o dinheiro da Odebrecht em “documento”. Apresentou-se como um tolo (sic), um inocente útil que, a despeito de toda experiência de vida, se absteve de perguntar a Padilha o que ele fazia metido em negócios com o doleiro de Eduardo Cunha. (...) De resto, não há vestígio de Michel Temer no enredo confuso de Yunes. Houve quem estranhasse até na Esplanalda” Deu no UOL: “Procuradoria deve investigar Padilha após versão de Yunes sobre pacote”. Vamos ver no que vai dar essa investigação. Josias de Souza pergunta: “Afinal, Temer ainda não demitiu Padilha por que não quer ou por que não pode?”. O Estadão (25/2, indiretamente, responde essa pergunta: “Temer não pretende, por ora, tirá-lo. Segundo fontes, o presidente leva em conta o fato de que um eventual afastamento do auxiliar faria com que ele perdesse o foro privilegiado (sic) e ficasse sob a jurisprudência do juiz Sérgio Moro”. É por essa e outras que Hélio Schwartsman, em artigo na Folha, afirma: “A cada dia que passa, as garras da Lava Jato ficam mais próximas do governo Temer. O que me surpreende aqui é que ainda existam pessoas que se surpreendem com isso”. 

Já a COLUNA DO ESTADÃO (25/2) noticia: “STF avalia situação de Padilha como grave – Se a situação política do ministro Eliseu Padilha é delicada, a jurídica também não fica atrás. Ministros do STF avaliaram como “grave” a acusação do advogado José Yunes de que Padilha o usou como “mula involuntária” para receber um pacote das mãos do operador Lúcio Funaro. (...) “É óbvio que é grave”, diz um ministro, para quem a única saída de Padilha para se preservar politicamente é estender o período de licença médica o quanto puder”. Esta é também a opinião do Estadão: “As declarações fragilizaram a situação de Padilha no Palácio do Planalto e abriram uma nova crise no governo”. Sobre o que é “mula”, Janio de Freitas, em artigo à FOLHA, explica: “No jargão policialesco, “mula” é o transportador de dinheiro ou droga. Não havendo motivo para supor que Padilha esperasse remessa de droga, Yunes só poderia ver-se como “mula” se soubesse haver dinheiro (sic) na encomenda”. 

Deu no Painel do Leitor da Folha - “SERRAGLIO NA JUSTIÇA: Lamentável a escolha do presidente da República. O governo é medíocre (sic) e sempre o será. Deveria, já que é para desmoralizar, convidar o senador Renan Calheiro para ser ministro da Justiça.” Rubens Scardua (Mogi Guaçu-SP).

BOMBA: O pastor Silas Malafaia foi indiciado sob suspeita de lavagem de dinheiro. O pastor declarou: “É uma vergonha, eu não tenho nada a ver com essa patifaria”. A conferir...

SÉRGIO CABRAL, O SUPER-RÉU: O Cabral (PMDB-RJ) acumula 611 supostos atos de lavagem de dinheiro citados em diversos inquéritos. É o líder absoluto!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Jornalista da Globo diz em rede social que não se importa com estupro de atriz



Vocês se perguntarão por que um dos jornalistas brasileiros mais importantes resolveu se pronunciar desse modo sobre o estupro de alguém. Certamente ele queria nos dizer alguma coisa de muito relevante, uma vez que um jornalista de tanto prestígio não iria ficar por aí fazendo bravatas dignas de bolsominions e outros orcs & trolls que enlameiam a nossa timeline. Correto?

Imagino que só as alternativas abaixo justifiquem um sujeito civilizado e com um capital de visibilidade tão alto tratar de maneira tão absurda um tema como o estupro:

( ) Alex foi injustamente acusado de estuprar Jane Fonda e está explicitamente se defendendo das insinuações;
(  )  Alex não dá a mínima para o estupro de Jane Fonda;
(  )  Alex não dá a mínima para qualquer estupro;
( ) Alex só quer ser o Bolsonaro do alto jornalismo brasileiro e aproveita qualquer oportunidade ou qualquer tema delicado para mostrar desrespeito a minorias


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quarta-feira, 1 de março de 2017

"Herói" dos coxinhas paneleiros e canalhas, Sérgio Moro acobertou roubalheira de Temer golpista



MORO ACOBERTOU A ROUBALHEIRA DE TEMER!

Em 28 de novembro de 2016, portanto, a praticamente três meses, o sr. Sergio Moro censurou 21 das 41 perguntas que Eduardo Cunha havia formulado para Michel Temer no âmbito do processo no qual é réu.

Mais de 50% das perguntas que Eduardo Cunha queria fazer para o seu chefe Michel Temer foram simplesmente censuradas pelo 'herói do combate a corrupção'! Entre as perguntas censuradas estavam estas:

– Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?

– O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?

– Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?

Moro, desde o caso Banestado, é um juiz parcial e que falsamente combate a corrupção. Ele é, e sempre foi, um juizeco partidário que protege a corrupção das pessoas com as quais se identifica ideologicamente.



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Brasil, o país mais violento do mundo


País mais violento do mundo. 
Simples assim. 
Não somos Serra Leoa ou outro país em guerra civil.
Pode ser um segurança matando um menor com uma porrada, poderia ter sido alguém matando outro em briga de trânsito, poderia ser uma briga de família terminando em morte.
País mais violento do mundo. 
E não tem nada a ver com assaltos e latrocínios como muitos tentam fazer parecer, pra enganar os incautos e dar mais combustivel ainda pra VERDADEIRA violência: a inter-pessoal
A coisa é MUITO MAIS EMBAIXO. 
Pisão no pé pode terminar em cemitério.
O Brasil é o país mais violento do mundo.
O mais violento.
Aceitem.

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Trapalhadas governistas: uma semana frustrante para Temer. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


A semana que passou foi, direta ou indiretamente, frustrante para Temer, graças às trapalhadas dos governistas. É o que vamos ver.

O Estadão (23/2) deu essa notícia: “Moreira Franco e Jucá fazem confronto público – Discussão entre os dois articuladores políticos do Planalto começou com a reforma da Previdência e chegou ao gabinete de Michel Temer”. Outro fato: Serra pede demissão por motivos de saúde (dor na coluna). Até aí normal. No entanto, o mesmo jornal publica: “O nome de Serra foi citado por executivos da Odebrecht em delação à força-tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com a delação, a campanha do tucano à Presidência da República, em 2010, teria recebido R$ 23 milhões da empreiteira VIA CAIXA DOIS NA SUÍÇA (destaque meu). O tucano nega qualquer irregularidade”. O UOL constata: “Com a saída de José Serra (PSDB-SP) do Ministério das Relações Exteriores, o governo Temer perde seu oitavo ministro em menos de um ano de mandato”. Um recorde!

O senador Jucá é líder do governo no Senado, além de Presidente do PMDB. Tem, portanto, responsabilidade com o que diz. O Estadão noticiou: “Um dia depois de dizer que restringir o foro privilegiado de parlamentares seria uma “suruba selecionada” (sic), o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), pediu desculpas a quem tenha se sentido ofendido com as declarações . Ele disse [só agora] que citou a música Vira-vira, do grupo Mamonas Assassinas, para fazer referência ao termo “suruba”. O mesmo jornal, em Editorial sobre o título “A falta de compostura de Jucá”, comenta: “O destemperado senador ajudou a piorar a já combalida (sic) imagem política do governo”. 

Outra polêmica foi a escolha do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) para ministro da Justiça, substituindo Moraes, que foi indicado e aprovado Ministro do STF. Comentando essa nomeação, Bernardo Mello Franco, em artigo à Folha, sob o título “O novo senhor Justiça”, afirmou: “Na semana em que a Câmara abriu o processo de impeachment, um grupo de deputados lançou a ideia de anistiar Eduardo Cunha. Os parlamentares diziam que o peemedebista teria prestado um bom serviço ao dinamitar o governo Dilma. Por isso, deveria ser perdoado pelas acusações de receber propina e mentir sobre as contas milionárias no exterior. (...) “Eduardo Cunha exerceu um papel fundamental para aprovarmos o impeachment da presidente. Merece ser anistiado", declarou um dos porta-vozes do movimento, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). O ruralista não se limitou às palavras em defesa do correntista suíço. Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, patrocinou uma série de manobras para protelar o processo de cassação do aliado. Numa delas, encerrou a sessão antes da hora marcada, ignorando protestos de colegas. Teve que deixar o plenário à pressas, sob gritos de “Vergonha!”. (...) A prudência aconselharia Michel Temer a entregar a pasta a um jurista respeitado, independente e sem ligação com os réus da Lava Jato. O presidente fez o contrário: nomeou um deputado do PMDB que tentou anistiar o alvo mais notório da operação. (...) Ao indicar o novo senhor Justiça, Temer deixa claro que desistiu de simular (sic) indiferença sobre a condução da Lava Jato. Ele também parece não se importar em ser cobrado pelo que diz. Na semana passada, o presidente afirmou que a escolha do ministro seria “PESSOAL, SEM CONOTAÇÕES PARTIDÁRIAS” (destaque meu). Nove dias depois, entregou o galinheiro a um amigo das raposas”. 

Outro fato muito estranho foi a declaração do advogado José Yunes sobre o dinheiro recebido em seu escritório para a campanha de Temer. Tal declaração compromete o ministro Padilha. Josias de Souza, em artigo, diz: “Amigo Yunes tenta tirar Temer da cena enlameada das delações da Odebrecht” Como a declaração de Yunes é gravíssima e o comentário de Josias longo, a denúncia fica para outro artigo.

CARNAVAL ”FORA TEMER” – O JORNAL NACIONAL, da Globo, SURPRRENDENTEMENTE noticiou terça-feira (28/2) que em diversas Capitais os foliõe se manifestaram com: “FORA TEMER”. Até tu, JN? Já Vinicius Torres Freire, em artigo à FOLHA (1/3), escreveu: “Não é muito difícil puxar um coro de “Fora, Temer” no Carnaval de um país esfolado pela recessão, rachado por ódios (sic) variados e com um presidente tão popular quanto a Dilma Rousseff dos últimos dias. (...) Houve protestos NOTÁVEIS (destaque meu), além de São Paulo, em Salvador, Rio, Belo Horizonte e Recife”.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Governo Temer tucanou? Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


O grupo do presidente moralmente é muito criticado. Dora Kramer, em artigo na VEJA (antes a jornalista escrevia no Estadão), comenta essa situação: “Na visão do público, cuja opinião é crucial, contudo, nada [sobre a corrupção] está resolvido. Disso dão notícias quaisquer conversas entre pessoas comuns sobre os inúmeros inquéritos, citações e processos envolvendo o grupo do presidente. TURMA, DIGA-SE, DA PESADA (destaque meu)”. Em vista disto, Temer procura tucanizar seu governo. É o que vamos ver.

Eliane Cantanhêde, em artigo no Estadão (19/2), sob o título “Tucanizando Temer?”, escreve: “Quanto mais fracos ficam os homens fortes do PMDB, mais Michel Temer se aproxima dos caciques do PSDB e mais profundamente o PSDB mergulha no governo e no coração do poder. Isso vale para atravessar a “pinguela” (como Fernando Henrique Cardoso chama a transição com Temer), mas principalmente para chegar em terra firme a 2018. (...) Convencido de que a economia iria ao fundo do poço com Dilma, Serra foi o primeiro grão tucano a aderir ao impeachment e a posse “do Michel”, quando FHC ainda rejeitava a ideia, Aécio apresentava sérias restrições e Alckmin lavava as mãos. Depois, com o destino de Dilma traçado, Serra pôs o pé no Itamaraty de Temer, mas Aécio só aceitava apoiar o governo sem assumir protagonismo num projeto de futuro incerto. Alckmin? Já então partia para um voo solo, com alianças para além do PSDB e muito distantes do PMDB.” Sobre uma recente pesquisa a jornalista diz: “O PMDB é um grande ausente, o PSDB marca posição com Aécio, Meirelles não existe. Na avaliação dos grupos no poder, é preciso realinhar essas forças para 2018”. Adiante Cantanhêde afirma: “Temer patina numa popularidade equivalente à Dilma nos estertores e qualquer pessoa vê a olho nu que o PMDB mantém comando do Senado e tem expressiva bancada na Câmara, mas vive um processo de desmanche: Eduardo Cunha preso, Renan com seus problemas, o núcleo duro de Temer esfarelando. Jucá, Henrique Alves e Geddel caíram, Moreira Franco questionado e Eliseu Padilha na linha de fogo. Ok, Aécio e Serra são citados por delatores da Lava Jato e as da Odebrecht ameaçam invadir firmemente São Paulo, mas as dificuldades dos peemedebistas são muito mais diretas do que as relações tucanas com campanhas. Ao menos até agora”.

Pelo visto, só resta ao governo Temer tucanar. Se os candidatos do PSDB têm problemas, a situação do PMDB é ainda pior. Qual será a resposta para a pergunta da jornalista Eliane Cantanhêde: TUCANIZANDO TEMER? Como sempre digo: A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A história do sapo paneleiro


Aquela velha história que, penso eu, todos já devem ter escutado antes. 
Se você pegar um sapo e jogá-lo na panela com a água fervendo, ele se debaterá, tentando se salvar. Talvez até conseguirá.
Por outro lado, se colocá-lo na água em temperatura ambiente e ir gradativamente aquecendo esta água, ele não se manifestará, ficará paradinho e morrerá cozido.

E tem aquela do sapo paneleiro.

Ele saiu às ruas pedindo pra ser jogado na água. 
Ele mesmo acendeu o fogo.
E ele mesmo tampou a panela ( a mesma que ele antes usava pra bater ).

E ficou aguardando serenamente a morte em horrível agonia.

Mas não se deu por vencido não.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mau caráter como ele só, Dória diz que Lula "nunca trabalhou". Será mesmo, playboy herdeiro?



FONTE: Internet

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Trump é um agente da KGB



A imprensa norte-americana continua fazendo uma campanha contra o presidente Donald Trump que ao mesmo tempo atinge o governo da Rússia. Eleito contra o setor mais importante do imperialismo norte-americano, Trump expressa uma crise e alimenta essa crise no interior do regime político dos EUA. Enquanto estiver no governo, será pressionado até cair ou não se adaptar totalmente à política desse setor.

Parte importante dessa campanha contra Trump é a acusação de que ele seria “ligado aos russos”. Todos os dias os jornais de maior tiragem lembram seus leitores que homens ligados a Trump são investigados por supostas reuniões com os russos para organizar o vazamento de dados da campanha do Partido Democrático, derrotado por Trump nas eleições. É como se Trump fosse um agente de Vladimir Putin, presidente da Rússia, nos EUA. Uma fantasia segundo a qual um país atrasado, no caso a Rússia, teria descoberto uma forma de infiltrar um agente seu na presidência de um país imperialista de capitalismo desenvolvido.

Essa fantasia é uma inversão da realidade. São os EUA que colocam seus agentes para governar países em todo o planeta. Marionetes do imperialismo governam vários países depois de golpes impulsionados pelos EUA. No caso da Rússia, a política do imperialismo até agora foi cercar e minar o governo de Putin para pressioná-lo e precipitar sua queda. Trump prometeu durante sua campanha suspender as sanções econômicas contra a Rússia, medida que o principal setor do imperialismo tenta evitar.

No domingo (19), o New York Times publicou uma reportagem denunciando um plano secreto de homens ligados a Trump para propor um novo acordo de paz com a Rússia relativo à Ucrânia. País hoje governado por políticos colocados no poder graças a um golpe organizado pelo imperialismo durante o governo de Barack Obama.

Segundo o NYT, Michael D. Cohen, advogado de Trump, estaria tentando articular, junto com Felix H. Sater, homem de negócio russo-americano que trabalhou para Trump e Paul Manafort, gerente da campanha do presidente, um acordo de paz alternativo que permitiria suspender as sanções econômicas. O plano envolveria um deputado ucraniano, Andrii V. Artemenko. O jornal os trata como “diplomatas amadores”, tentando reverter a política anterior.

Trata-se de uma defesa da política anterior, em que um governo foi colocado na Ucrânia para opor-se à Rússia. O atual presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, realizará um referendo sobre a entrada da Ucrânia na OTAN, levando a Organização para as portas da Rússia. O esboço de mudança nessa política que Trump sinalizou de forma vaga já foi suficiente para que ele passasse a ser tratado como um agente de Putin na Casa Branca, reavivando o espantalho do perigo russo da chamada “Guerra Fria”, que também se tratava de um cerco imperialista contra uma política independente de países atrasados.


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Celso de Mello brindou Moreira Franco. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade

A criação de um Ministério só para brindar Moreira Franco repercutiu mal. O Estadão, em Editorial, afirma: “A ascensão do amigo a um cargo com foro privilegiado foi um erro (sic) não trivial de Michel Temer, voltando a expor de forma acintosa as graves fragilidades do primeiro escalão do governo”. A Folha, também em Editorial, critica: “Acumulam-se, nestes últimos dias, os sinais de que o governo do peemedebista Michel Temer – a exemplo do mundo político em geral – deixa de lado o compromisso com as aparências republicanas e adota como prioridade a sobrevivência de seu núcleo de poder. Em manobra incapaz de passar como mera providência administrativa, o presidente alçou a ministro de seu governo Wellington Moreira Franco, identificado como “Angorá” (sic) em delação da Lava Jato. O correligionário [e amigo pessoal] garantiu foro privilegiado”. O jornalista Valter Abrucez, após comentar a situação no Espírito Santo, com centenas de mortos, conclui: “Agrava o fato de que, enquanto as balas matam impiedosamente, o Congresso discute mesquinharias e o presidente da República se ocupa de proteger das garras da lei (sic) um ministro com prazo de validade vencido há milênios, ambos de costas para a trágica realidade do país. Não há nada mais a dizer”.

Apesar das restrições, o ministro do Supremo, Celso de Mello, manteve a brindagem do “Gato Angorá”. Essa decisão frustrou muita gente. Kennedy Alencar, em artigo (15/2), afirma: “Defensável juridicamente, decisão pró-Moreira deixa tribunal mal na foto”. O jornalista analisa: “Um dos principais efeitos da decisão do ministro Celso de Mello a favor de Moreira Franco será gerar mais dano de imagem ao Supremo Tribunal Federal. Mello assegurou a Moreira a cadeira de ministro da Secretaria Geral da Presidência, o que mantém o foro privilegiado no STF. O ministro é citado nas delações da Odebrecht. (…) Sem dúvida, Temer obteve uma vitória no Supremo. É mais um exemplo da maior capacidade política do peemedebista na comparação com Dilma. Tem melhor articulação política no Congresso e muito mais trânsito no Supremo. Da série ministros falastrões – Temer não gostou de mais uma declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O jornal “O Estado de S. Paulo” revelou fala do ministro em evento da Caixa Econômica Federal na semana passada na qual ele deixou claro que Ricardo Barros foi nomeado para o Ministério da Saúde em troca de votos do PP. Padilha até fez graça, dizendo que a promessa de votos levou Temer a abandonar a ideia de indicar um médico “notável” para a pasta. (…) O presidente tem achado ruim a sequência de declarações desastradas do chefe da Casa Civil. Já pediu que ele falasse menos. Já pediu que se intrometesse menos na economia. Essa fala sobre o Ministério da Saúde mostra arrogância e escancara o mais puro fisiologismo, o chamado “toma lá, dá cá”. (…) Padilha já esteve mais forte no governo. Perdeu poder para Henrique Meirelles, da Fazenda, e para Moreira Franco (sic), da Secretaria Geral”. À respeito do assunto, Sonia Racy, no Estadão, diz: “Assessores de Temer já não escondem o desconforto com a manutenção de Moreira Franco e Eliseu Padilha no governo. (…) Avaliam que os ministros podem até sobreviver às delações da Lava Jato mas a imagem do governo sairá arranhada de qualquer maneira. “Como no caso de Geddel”, exemplifica fonte próxima ao presidente”. Será? Para a maioria absoluta dos analistas políticos, eles já deveriam ter saído do governo. A permanência deles apenas desgasta Temer!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu


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